Na ALBA, Robinson Almeida defende cultura e educação como caminhos contra a violência e a exclusão: “Alternativa à barbárie”

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Na ALBA, Robinson Almeida defende cultura e educação como caminhos contra a violência e a exclusão: “Alternativa à barbárie”

Foto: Daniel Ferreira/ Ascom

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) defendeu, durante audiência pública realizada na segunda-feira (3), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que o fortalecimento da cultura popular e da educação é essencial para reduzir a violência e promover inclusão social nas comunidades.

Proponente do debate “O Museu é a Rua: uma experiência da musealização popular a partir da retomada da Festa do Lixo”, Robinson destacou que políticas públicas voltadas à arte e à cultura devem ocupar posição de destaque no orçamento público.

“Colocar a cultura popular no orçamento público deve ser prioridade dos governantes. Investimento em escolas e espaços culturais é a resposta que temos de oferecer para combater a violência nas periferias. O governador Jerônimo Rodrigues tem entregue escolas de tempo integral em todo o estado, com auditórios e equipamentos para atividades esportivas e culturais, e devemos usar esses espaços como instrumentos de produção de cultura, inclusão e proteção dos nossos jovens”, afirmou o parlamentar, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e integra a Comissão de Educação e Cultura da ALBA.

Entre os encaminhamentos da audiência, Robinson ressaltou a necessidade de ampliar o diálogo com as secretarias estaduais de Educação e Cultura para promover maior integração entre escolas, espaços culturais e comunidades locais.

“Precisamos socializar completamente os espaços públicos de educação e cultura. As escolas estaduais, centros sociais e urbanos devem estar abertos para a comunidade, inclusive nos finais de semana e férias. Quando um jovem participa de uma roda de capoeira ou de um ensaio com o grupo A Pombagem, os pais se sentem aliviados. Isso é prevenção social. É essa política que devemos defender como alternativa à barbárie”, enfatizou.

Foto: Ascom

O parlamentar também destacou que o fortalecimento de programas como o Educa Mais Bahia pode servir de modelo para ampliar o acesso de jovens à cultura e ao esporte.

“Precisamos lutar para que as escolas públicas abram também nas férias e nos finais de semana, oferecendo oficinas de arte, cultura e esporte. Assim, criamos oportunidades, geramos renda e colocamos o povo dentro do orçamento público. É dessa forma que se constrói um caminho alternativo e se rompe a bolha da cultura elitista”, completou Robinson.

Durante a audiência, o filósofo e integrante do grupo A Pombagem, Fabrício Brito, apresentou reflexões sobre o Museu Popular da Bahia, iniciativa do coletivo que inspira a proposta de “musealização popular”.

“Queremos chamar atenção para a dimensão filosófica da arte. O artista não é apenas quem cria estética, mas quem pesquisa, lê, troca e se compromete com o território. Quando criamos o Museu Popular da Bahia, foi para musealizar a imaterialidade de uma festa popular, dar visibilidade ao que é vivido e sentido nas ruas”, explicou, em referência à Festa do Lixo, realizada na Fazenda Grande do Retiro.

Fabrício também destacou a relação entre o teatro de rua e o conceito de musealização popular, inspirado em estudos antropológicos e nas práticas culturais das periferias.

“Há uma eficácia simbólica no teatro de rua, porque existe um entendimento comum entre quem faz e quem participa. Essa legitimidade vem do território, das comunidades, e não da validação institucional. O museu comunitário nasce daí, do desejo de preservar a memória viva do povo”, completou.

A audiência reuniu artistas, gestores culturais e estudiosos em torno da importância da cultura popular como instrumento de transformação social. O evento contou ainda com a presença da deputada Olívia Santana (PCdoB), presidente da Comissão de Educação e Cultura; de Amanda Cruz, superintendente de Desenvolvimento Cultural da Secretaria de Cultura da Bahia; e de Marcelo Lemos, diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac-BA), além de representantes de movimentos artísticos de Salvador e da Região Metropolitana.

Fonte:Ascom

Reportagem: Sotero Filho – Casos de Polícia FSA

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