Delegada diz ser prematuro afirmar se corpo encontrado em mata de Feira de Santana é de adolescente sequestrado

Por volta das 9h desta terça-feira (4), a Polícia Militar recebeu uma denúncia sobre a presença de um corpo do sexo masculino em um riacho localizado em uma área de mata na região da Pedreira Rio Branco, bairro Nova Esperança, em Feira de Santana.
Equipes do 25º Batalhão da PM e da Polícia Civil realizaram buscas na localidade, de difícil acesso, e encontraram o corpo por volta das 15h. A vítima estava despida, em avançado estado de decomposição e sem o braço esquerdo.
Em entrevista exclusiva ao repórter Sotero Filho, do site Casos de Polícia FSA, e ao Boca de Zero Nove, a delegada Fernanda Gabriel, detalhou as primeiras informações colhidas no local.
Segundo a delegada, o corpo foi localizado às margens de um riacho, em uma região de mata fechada, e pode ter sido arremessado de uma ribanceira.
“Nós encontramos esse corpo aqui, em uma mata de difícil acesso, próximo à pedreira. É um corpo já em estado de decomposição, que deve estar aqui há alguns dias. Tudo indica que foi jogado nesse local”, afirmou Fernanda Gabriel.
A vítima estava sem o braço esquerdo e apresentava lesões nos pés e nas pontas dos dedos, o que levanta a suspeita de tortura antes da morte.
“Ele está sem o braço esquerdo e apresenta algumas lesões nas extremidades. Pode ter sido realmente torturado antes de ser morto”, explicou a delegada.
A polícia investiga se o corpo pode ser de um adolescente de 13 anos sequestrado recentemente em Feira de Santana, mas a delegada ressalta que ainda é cedo para qualquer confirmação.
“Ainda é muito prematuro fazer essa afirmação, até porque o corpo não está identificado. Só depois da identificação oficial pelo Instituto Médico Legal é que poderemos confirmar se se trata desse jovem”, destacou.

Fernanda Gabriel também informou que o local é isolado e sem circulação de pessoas, o que pode ter sido uma estratégia dos criminosos para dificultar o trabalho da polícia.
“É um local de mata fechada, sem passagem de pessoas. Provavelmente alguém que conhece bem a região escolheu esse ponto para ocultar o corpo e dificultar a localização”, observou.
Devido ao estado avançado de decomposição, ainda não foi possível determinar a causa da morte.
“No momento, pelo estado do corpo, não é possível afirmar se foi usada arma de fogo, faca ou outro instrumento. Esses detalhes só poderão ser esclarecidos após os exames periciais no IML”, informou.
Próximo ao corpo, os investigadores encontraram materiais parcialmente queimados, entre eles uma cueca e um vasilhame, que foram recolhidos e encaminhados para análise no Departamento de Polícia Técnica (DPT).
“Pode ser material pertencente à vítima, mas ainda não temos como confirmar. Tudo foi encaminhado para a perícia”, concluiu a delegada.

Reportagem: Sotero Filho e Messias Teles – Casos de Polícia FSA





