Presidente do SINDPOC comenta PEC da Segurança Pública e defende valorização da Polícia Civil durante visita a Feira de Santana

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC), Eustácio Lopes, esteve em Feira de Santana na última sexta-feira (6), onde cumpriu agenda institucional com policiais civis da região. Durante a visita, ele concedeu entrevista ao repórter Sotero Filho, do site Casos de Polícia FSA, quando comentou sobre pautas da categoria e a recente aprovação da PEC 18 da Segurança Pública na Câmara dos Deputados.
Segundo o dirigente sindical, a visita à cidade tem como objetivo dialogar com a categoria e renovar as discussões sobre a campanha salarial e outras demandas dos policiais civis.
“É sempre uma satisfação voltar a Feira de Santana, que possui a maior Coordenadoria Regional de Polícia Civil do interior e é a segunda cidade com mais policiais civis da Bahia, ficando atrás apenas de Salvador. Estamos aqui para alinhar as pautas da categoria e discutir uma nova campanha salarial”, afirmou.
Ouça a entrevista completa: 🎧
Durante a entrevista, Eustácio Lopes também comentou a aprovação da PEC 18 da Segurança Pública, destacando que algumas reivindicações importantes para os policiais civis não foram contempladas no texto aprovado pela Câmara.
Entre os pontos citados pelo presidente do sindicato está a defesa da integralidade e paridade na aposentadoria, que garante ao policial civil o direito de se aposentar com o último salário da carreira e continuar recebendo reajustes após a aposentadoria.
“Essa é uma pauta muito importante. Sem a integralidade e a paridade, o policial civil pode, ao longo dos anos, ter sua aposentadoria reduzida a valores muito baixos. Também defendemos que as viúvas e pensionistas recebam o salário integral, e não apenas uma parte do valor”, explicou.
Segundo ele, essas propostas não foram aprovadas na Câmara dos Deputados, mas o sindicato pretende buscar apoio no Senado para tentar reverter a situação.
Apesar das críticas, Eustácio Lopes destacou que a PEC também prevê novas fontes de financiamento para a segurança pública, o que pode fortalecer os estados na estruturação das forças policiais.
Entre as medidas citadas estão recursos provenientes das Bets (apostas esportivas) e compensações relacionadas à exploração de petróleo, que poderão ser destinadas ao financiamento da segurança pública até 2029.
“Esses recursos podem ajudar os estados a investir em estrutura, equipamentos, tecnologia e também na valorização dos profissionais da segurança pública, incluindo policiais civis, policiais militares, policiais penais e bombeiros”, destacou.
O presidente do SINDPOC também falou sobre a valorização salarial da categoria na Bahia, afirmando que ainda existe a expectativa de novas negociações com o Governo do Estado.
“Avançamos em algumas negociações, mas a Bahia ainda aparece entre os últimos estados em termos de valorização salarial da Polícia Civil. Esperamos que o governo avance em uma nova rodada de negociações”, disse.
Combate às facções
Durante a entrevista, Eustácio Lopes ressaltou ainda os resultados obtidos pela Polícia Civil da Bahia no combate ao crime organizado, especialmente por meio de investigações e ações de inteligência.
Segundo ele, operações realizadas nos últimos anos conseguiram bloquear cerca de R$ 12 bilhões de organizações criminosas que atuavam no estado, além de fechar mais de 200 postos de combustíveis utilizados para lavagem de dinheiro.
“O trabalho de investigação tem sido fundamental. A Polícia Civil vem focando nas lideranças das facções criminosas, no cruzamento de dados e na asfixia financeira dessas organizações”, afirmou.
De acordo com o presidente do sindicato, essas ações também contribuíram para a redução dos índices de homicídios na Bahia, que registraram queda significativa no último ano.
Eustácio Lopes também elogiou a política de segurança pública do governador Jerônimo Rodrigues, destacando investimentos em investigação e inteligência policial.
“O governador compreendeu que o combate ao crime não se faz apenas com força, mas com investigação qualificada, tecnologia e inteligência. Isso tem contribuído para reduzir a letalidade e melhorar os resultados das operações policiais”, concluiu.
Reportagem: Sotero Filho – Casos de Polícia FSA





