“Muito triste”, diz diretora do Assis após estudante ser morto a tiros em frente à escola

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“Muito triste”, diz diretora do Assis após estudante ser morto a tiros em frente à escola

Foto: Sotero Filho/ Casos de Policia FSA

O estudante Daniel Borges de Jesus, de 15 anos, foi assassinado a tiros no final da manhã desta terça-feira (28), por volta das 11h50, na Praça Cristóvão Colombo, localizada em frente ao Colégio Assis Chateaubriand, no bairro Sobradinho, em Feira de Santana.

De acordo com informações apuradas pelo repórter Sotero Filho, do site Casos de Polícia FSA, o adolescente havia acabado de sair da escola acompanhado de um colega, quando ambos foram surpreendidos por homens armados.

Segundo relatos de testemunhas, os suspeitos se aproximaram das vítimas e ordenaram que fizessem um gesto com as mãos. Em seguida, um dos criminosos efetuou diversos disparos de arma de fogo. Daniel ainda tentou fugir e se abrigar em um estabelecimento comercial nas proximidades, mas foi atingido nas costas e no cotovelo. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Em entrevista ao repórter Sotero Filho, a diretora do Colégio Assis Chateaubriand, professora Leila, lamentou profundamente a morte do estudante nas proximidades da unidade escolar.

Foto: reprodução/rede social

“É uma situação muito triste. A violência é muito grande e a sociedade precisa estar atenta, principalmente ao comportamento dos jovens, ao que eles fazem nas redes sociais e às influências que acabam seguindo. A gente percebe que muitos vivem como se estivessem em um jogo, sem dimensão da realidade, e só acreditam quando algo grave acontece”, afirmou.

Ouça a entrevista com a diretora do Colégio Assis Chateaubriand, professora Leila:

 

A diretora destacou que a escola realiza orientações constantes aos alunos sobre segurança e comportamento fora do ambiente escolar. “Sempre orientamos: terminou a aula, vão para casa. A praça não é lugar de permanência. Dentro da escola eles estão mais seguros, e aqui desenvolvemos projetos justamente para afastá-los de situações de vulnerabilidade”, explicou.

Leila também ressaltou a importância da participação da família no acompanhamento dos jovens. “A escola faz a sua parte, mas precisamos do apoio das famílias. É um trabalho conjunto. Sem isso, não conseguimos avançar”, disse.

Sobre o comportamento do estudante, a gestora informou que Daniel não apresentava histórico de envolvimento em conflitos dentro da escola. “Ele tinha um comportamento considerado normal. Em alguns momentos ficava fora da sala, mas não era um aluno envolvido em brigas. Inclusive, hoje ele havia sido encaminhado para conversar com a psicóloga, por questões relacionadas ao comportamento e rendimento escolar”, relatou.

Segundo ela, há indícios de que o crime esteja relacionado a conflitos externos ao ambiente escolar. “Acreditamos que isso esteja ligado a rivalidades fora da escola, possivelmente entre grupos. Muitos jovens acabam se envolvendo ou demonstrando apoio sem compreender as consequências, e isso pode custar a própria vida”, alertou.

A diretora também fez um alerta sobre o uso das redes sociais. “Hoje, determinados gestos ou manifestações podem expor os jovens a riscos. Muitos fazem isso sem ter noção do perigo. É preciso mais orientação e acompanhamento por parte dos responsáveis”, reforçou.

Por fim, Leila prestou solidariedade à família da vítima. “Que Deus conforte a família de Daniel. É um momento de muita dor para todos nós, enquanto comunidade escolar”, concluiu.

*Estudante de 15 anos é morto a tiros em frente ao Colégio Assis Chateaubriand, no bairro Sobradinho, em Feira de Santana; colega fica ferido*

Reportagem: Sotero Filho e Messias Teles – Casos de Polícia FSA

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