Borracheiro é preso acusado de estupro de vulnerável; delegado alerta famílias sobre cuidados com crianças

Um borracheiro de 34 anos, morador de Rafael Jambeiro, foi preso em uma operação da Delegacia Territorial do município, acusado de estupro de vulnerável. A prisão ocorreu após investigação iniciada a partir de uma denúncia do Conselho Tutelar, que comunicou a Polícia Civil sobre suspeitas de abuso contra uma criança de 10 anos.
O delegado Eudes Aquino, em entrevista ao repórter Sotero Filho, do Casos de Polícia FSA e das rádios Subaé e Web Sotero, detalhou a apuração do caso. Segundo ele, foram ouvidos familiares da vítima e uma psicóloga que acompanhava o menor em Feira de Santana. As provas reunidas levaram à expedição de mandado de busca e apreensão, além da prisão preventiva do suspeito, cumprida nesta segunda-feira. Durante a diligência, a polícia também encontrou uma espingarda na residência do acusado.
Ainda conforme a investigação, o homem mantinha relação de proximidade com a família da vítima, o que facilitava o acesso a vítima. “Por se tratar de um povoado pequeno, havia um vínculo de confiança. Em alguns momentos, a criança era deixada sob seus cuidados, e foi nessas situações que os abusos teriam acontecido”, explicou o delegado.
De acordo com relato da psicóloga, os abusos começaram quando o garoto tinha apenas oito anos e se prolongaram até o presente momento. A vítima só revelou a violência após entrar em crise de pânico ao assistir, na televisão, uma reportagem sobre um caso semelhante. A revelação levou a família a procurar as autoridades.
O suspeito nega as acusações, mas, segundo o delegado, as provas coletadas dão segurança quanto à autoria e à materialidade do crime. A vítima será ouvida em depoimento especial no Judiciário, com acompanhamento psicológico, para evitar a revitimização.
Alerta às famílias
O delegado Eudes Aquino fez questão de reforçar a necessidade de vigilância por parte dos responsáveis.
“Mais de 90% dos casos de abuso contra crianças e adolescentes no Brasil envolvem pessoas próximas, sejam familiares ou conhecidos. Por isso, todo cuidado é pouco. A confiança não pode se sobrepor à atenção e ao acompanhamento constante das crianças”, alertou.
Ele destacou ainda que a atuação da Polícia Civil tem como prioridade a proteção integral de crianças e adolescentes. “É a sensação de dever cumprido ao retirar esse indivíduo de circulação e resguardar a vítima. Mas o trabalho segue para concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Poder Judiciário”, afirmou.
Reportagem Sotero Filho e Messias Teles – Casos de Polícia FSA





